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Porto Seguro… há muito que o descobrimos… atreva-se agora a conhecê-lo

Local onde o Brasil foi oficialmente descoberto, Porto Seguro combina a história com a beleza natural. Na Cidade Alta, sítio histórico com igrejas e imagens do século XVI, permanece o Marco do Descobrimento, levado pelos navegantes portugueses em 1503.

Porto Seguro é hoje o pólo turístico que mais cresce no país. A sua natureza exuberante guarda ainda muitos dos traços descritos na histórica como a Carta de Pêro Vaz de Caminha – a “Certidão de Nascimento” do Brasil.

Desde 1973, todo o município é denominado Património Histórico Nacional e no ano 2000 foi elevado à condição de Património Natural Mundial, pela UNESCO. Além da força histórica (monumentos, casario e praças) Porto Seguro possui uma infinidade de praias, das mais tranquilas às mais badaladas, todas limpas e despoluídas. São 90 quilómetros de um mar calmo, com águas azul-esverdeadas, rios, mangues, coqueiros, restingas, Mata Atlântica, recifes e formações de corais. Além de um povo simpático e festeiro.

São 31.131 leitos de óptima qualidade, distribuídos em 497 hotéis e pousadas que compõem o parque hoteleiro de Porto Seguro, colocando o destino em terceiro lugar no ranking nacional, superando inclusive a capital, Salvador e ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo.

Cerca de 900 restaurantes, pizzarias, bares, sorveterias e lanchonetes oferecem as mais variadas opções gastronómicas, com sanduíches, salgados, crepes, acarajés, massas, sushis, comida típica e requintados pratos da cozinha internacional. Modernos equipamentos turísticos, como o Paradise Water Park - o maior parque aquático ecológico da América Latina - e paraísos naturais, como o Parque Marinho do Recife de Fora, são opções exclusivas, que vão traçando um roteiro inesquecível.

Como tudo começou… Terra à vista – enfim um Porto Seguro

Era o início do reinado de D. Manoel I, entre 9 de Março e 22 de Abril de 1500, quando, apoiados na letra do Tratado de Tordesilhas, cerca de mil e quinhentos portugueses atravessaram o Atlântico. Era a Segunda armada da Índia, a maior que alguma vez saíra de Portugal a caminho do mundo. Havia zarpado do Tejo a 23 de Março.

Em 22 de Abril de 1500, depois de 42 dias de viagens, a frota de Pedro Álvares Cabral vislumbrava terra – mais com alívio e prazer do que com surpresa ou espanto. Segundo o testemunho do escrivão Pero Vaz de Caminha, naquela tarde de 22 de Abril “os nossos toparam um grande monte, mui alto e redondo ao qual monte alto o capitão pôs o nome Monte Pascoal e à terra a Terra de Vera Cruz.” Pedro Álvares Cabral, o comandante, mandou fundear a armada a cerca de 19 milhas de terra, um pouco a norte do parque de Monte Pascoal, entre a pontas de Itaquena e Itapiroca, em frente à Barra do Rio dos Frades.

No dia seguinte, 23 de Abril, iniciaram-se as sondagens do leito marinho. Nos nove dias que se seguiram, nas enseadas generosas da Baia, os 12 navios da maior armada já enviada às Índias pela rota descoberta por Vasco da Gama permaneceriam reconhecendo a nova terra e seus habitantes. O primeiro contacto, amistoso com os demais, deu-se já no dia seguinte, quinta-feira, 23 de Abril. O capitão Nicolau Coelho, veterano das Índias e companheiro de Gama, foi à terra, em um batel, e deparou com 18 homens “pardos, nus, com arcos e setas nas mãos”. Coelho deu-lhes um gorro vermelho, uma carapuça de linho e um sombreiro preto. Em troca, recebeu um colar de plumas e um colar de contas brancas. O Brasil, baptizado Ilha de Vera Cruz, entrava, naquele instante, no curso da História.

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